Transformação digital do setor financeiro será impossível fora da Nuvem

* Jean Pierre le Treut, Cloud Market Executive, Serviços Financeiros Globais do Grupo Atos

O mercado global de finanças pode estar bem encaminhado na recuperação da crise econômica de 2008, ainda assim os últimos anos foram turbulentos em relação a regulamentações, segurança e uma crescente concorrência figurando na agenda de todos os C-levels da indústria.

Vemos fintechs emergentes com estratégias digital-first, como a alemã Fidor, a inglesa Tandem e a irlandesa Starling, agitando o mercado. Para acompanhar essas mudanças, manter os relacionamentos com atuais clientes e atrair novos, bancos e companhias de seguro precisam se transformar através da adoção de novas tecnologias, metodologias e modelos de negócio, o que só é possível através da alteração de sua arquitetura e serviços de TI onde nuvem tem um papel fundamental.
Principais preocupações dos C-levels do setor financeiro

Se analisarmos primeiro as principais questões que estão sendo discutidas em todas as reuniões dos conselhos de administração das empresas de serviços financeiros, fica claro que as organizações do setor estão enfrentando momentos difíceis.

Muitos bancos foram forçados a fechar agências físicas, uma vez que muitos dos serviços caíram em desuso devido à , o que está transformando digitalmente as instituições financeiras e está mudando a forma como os produtos financeiros estão sendo fornecidos, ao mesmo tempo em que se asseguram de manter as relações com os clientes existentes e formar novos.

Em segundo lugar, existem as preocupações crescentes com a segurança e a privacidade dos dados dos clientes. À medida que os serviços migram cada vez mais para ambientes digitais, eles estão sujeitos a mais vulnerabilidades na rede, com o aumento de ameaças dos criminosos cibernéticos.

Finalmente, os bancos enfrentam uma crescente concorrência vinda de fintechs, como o aplicativo americano de serviços bancários Moven, e o inglês Atom Bank, que nasceram na era da nuvem. Sem capacidade de investir em suas próprias infraestruturas privadas, e, como resultado, hoje estão à frente da concorrência. As empresas de serviços financeiros tradicionais precisam se adaptar se quiserem sobreviver em um mercado que é dominado por essas empresas mais hábeis e ágeis.
Mas usar a nuvem não é nada de novo…

A nuvem tem sido tradicionalmente utilizada pelos bancos como infraestrutura de nuvem privada para modernizar os centros de processamento de dados, automatizar operações e melhorar o desempenho e a confiabilidade. Aproveitando a industrialização e a melhor naturalização dessas plataformas, os CIOs melhoraram a resiliência e reduziram custos.
Tendências de Nuvem no Setor Bancário

A nuvem ajudou particularmente a reajustar o “rateio 80/20” (tradicionalmente, uma despesa de TI de 80% nos serviços do dia-a-dia versus 20% de investimentos em novos projetos) para algo mais como um “rateio 50/50” hoje, possibilitando que equipes sejam redistribuídas do suporte diário e gerenciamento de incidentes para novos projetos e desenvolvimento de aplicativos.

Vimos em primeira mão na Atos que quase 90% das empresas de Serviços Financeiros estão utilizando serviços baseados em nuvem e que mais da metade delas já possui uma estratégia de nuvem explícita; dentre estas, a grande maioria (92%) vale-se de serviços híbridos de nuvem pública e privada hospedados tanto externamente quanto internamente, de acordo com a Agência da União Europeia para a Segurança das Redes e da Informação.

Com grandes bancos planejando adotar serviços de nuvem pública do zero aos 30% até 2019, a adoção da nuvem deverá aumentar, de acordo com reportagem do The Wall Street Journal.

Os anúncios de cloud-first foram feitos por vários dos principais grandes bancos internacionais. O Société Genérale planeja ter 80% dos seus aplicativos em nuvem pública e privada até 2020; o AXA planeja ter 98% das cargas de trabalho em nuvem até 2020 e o Deutsche Bank espera quadruplicar seu uso de sistemas em nuvem privada para 80% até 2020. No entanto, pequenos e médios bancos e companhias de seguros estão atrasados em termos de maturidade na adoção da nuvem.
O benefício real da nuvem reside na capacidade de suportar novos aplicativos

Embora esses primeiros sinais de implantação da nuvem sejam promissores, a verdadeira transformação digital exige muito mais dos sistemas de TI dos bancos. Os bancos estão sendo pressionados, agora mais do que nunca, a fornecer uma experiência de usuário fluida a seus clientes, que seja rápida e fácil de usar. Nossa pesquisa mostra que mais da metade dos clientes (52%) admitem abandonar um serviço digital que não obedeça a esses critérios.

Portanto, para suportar isso precisamos ver mais flexibilidade, infraestruturas mais ágeis e um fornecimento contínuo de serviços; e a tecnologia de nuvem é o principal motor dessa revolução nos serviços financeiros.

O poder real da nuvem reside na camada superior da pilha de TI. Ao oferecer aos bancos a capacidade de implantar novas e inovadoras plataformas, eles podem desenvolver, testar e lançar aplicativos nativos de nuvem em semanas, ao invés de meses, que dependem da análise de dados e são executados em sistemas móveis suportando vários dispositivos, como smartphones e tablets.

Isso é possível porque os aplicativos nativos de nuvem permitem que o software seja separado dos recursos físicos, possibilitando que o hardware seja manipulado como código e os aplicativos sejam gerenciados de forma contínua e rápida, desde o desenvolvimento até a implantação.

Essas organizações bancárias que efetivamente começam a adotar esses tipos de serviços serão aquelas que terão sucesso em uma era de transformação digital; enquanto aquelas que não o fazem correm o risco de ficar para trás.

Sobre a Atos

A Atos SE (Societas Europaea) é uma empresa líder em serviços digitais com receita anual pro forma de € 12 bilhões em 2015 e cerca de 100.000 funcionários em 72 países. Atendendo a uma base de clientes mundial, o Grupo presta serviços de Consultoria e Integração de Sistemas, Serviços Gerenciados e Terceirização de Processos de Negócios, Operações de Nuvem e soluções em Big Data e Segurança Cibernética, além de serviços transacionais por meio da Worldline, líder europeia no setor de pagamentos e serviços transacionais. Com sua grande expertise em tecnologia e profundo conhecimento do setor, o Grupo trabalha com clientes de diversos segmentos do mercado: Defesa, Serviços Financeiros, Saúde, Manufatura, Mídia, Serviços Públicos, Setor Público, Varejo, Telecomunicações e Transporte. A Atos foca nas tecnologias de negócios que impulsionam o progresso e ajudam as organizações a criarem o futuro de sua empresa. O Grupo é Parceiro Mundial de Tecnologia da Informação para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos e cotado no mercadoEuronext de Paris. A Atos opera sob as marcas Atos, Atos Consulting, Atos Worldgrid, Bull, Canopy, Unify e Worldline.

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